
A EcoRodovias foi a empresa vencedora do leilão rodoviário do Lote Noroeste Paulista realizado no dia 15 de setembro pelo governo do Estado de São Paulo.
O grupo ganhou com uma proposta de R$ 1,2 bilhão de outorga — o que representa ágio de 16.151,20% sobre o preço mínimo, fixado no edital em R$ 7,6 milhões. O Lote Noroeste representa a 5ª etapa do Programa de Concessões do Estado de São Paulo, criado no final da década de 90.
O trecho leiloado envolve cinco rodovias paulistas, com um total de 600 quilômetros de estradas que passam pelas regiões de São José do Rio Preto, Araraquara, Barretos, Catanduva, São Carlos e pela maior parte da Washington Luís (SP-310). No total, são 32 cidades paulistas envolvidas que podem ser beneficiadas.
Leia também: Consórcio Novo Caracol vence leilão de parques estaduais do RS
“Após assumirmos essa concessão, praticamente metade da malha do nosso portfólio de ativos rodoviários passará a ser resultado dos três leilões que vencemos desde o ano passado. Se olharmos para os últimos cinco anos, arrematamos um total de seis novas concessões que, juntas, passarão a representar 65% das rodovias que operamos no país. Atuamos com disciplina de capital, foco no crescimento sustentável e know how de mais de 20 anos em grandes obras e operações complexas de rodovias”, comemora Marcello Guidotti, CEO da EcoRodovias.
O projeto traz benefícios não somente para os usuários, mas para os municípios e a população de toda a região, com a perspectiva de criação de 30 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 2 bilhões de ISS, valor que deverá ser revertido para o desenvolvimento local, segundo o governo estadual.
Nessa operação, a EcoRodovias foi assessorada pelo Demarest.
“A concessionária vencedora ficará à frente do trecho por 30 anos, sendo responsável pela operação, conservação, manutenção e realização de investimentos necessários para a exploração do sistema rodoviário”, diz Bruno Aurélio, sócio da área de Infraestrutura do Demarest.
A previsão é que sejam investidos R$ 10 bilhões durante todo o período de tempo da concessão, além de outros R$ 4 bilhões de custos operacionais previstos.
“É uma das mais relevantes licitações rodoviárias realizadas no país e mostra como o setor de infraestrutura no Brasil é importante para a retomada da economia e desenvolvimento de oportunidades de negócios”, completa o especialista do Demarest.
Veja também: Privatização de Congonhas, relicitações e perspectivas para o setor
Dentre as inovações do projeto estão a implementação de um sistema de pagamento livre, em que a cobrança da tarifa será totalmente automática e implicará na eliminação de todas as praças de pedágio - serão substituídas por pórticos. O sistema será adotado de forma gradual e poderá trazer melhorias significativas no fluxo da rodovia.
A licitação atraiu também outros dois grupos. A CCR fez uma oferta de R$ 753,8 milhões pelo lote. A gestora Pátria (por meio da Infraestrutura Brasil Holding XXI) apresentou proposta de R$ 321,3 milhões.
Assessores jurídicos
Assessores da EcoRodovias:
- Demarest Advogados: Sócio Bruno Aurélio. Advogados Renan Sona e Guilherme Giacomini. Estagiário Danilo Romero.
Add new comment