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O que se questiona, no entanto, é o que será do mercado de trabalho do Brasil e do mundo em 2021
O que se questiona, no entanto, é o que será do mercado de trabalho do Brasil e do mundo em 2021

O que esperar do mercado de trabalho em 2021 no melhor e no pior cenário?

​​​​​​​Como é impossível saber o que acontecerá, temos que torcer para que a máxima de que “Deus é brasileiro” seja verdadeira
por Arthur Cahen*
publicado em18/11/2020
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Desde o início da pandemia de Covid-19 todos os atores sociais têm trabalhado com afinco para tentar criar mecanismos de manutenção e preservação de empregos.

O governo federal, especialmente, apostou todas as suas fichas em programas de proteção ao emprego, ajudando a custear a folha de pagamento das empresas que suspendessem os contratos de trabalho ou que realizassem a redução proporcional de jornada e salário de seus empregados, ao invés de demitir.

Essas medidas foram, em boa parte, bem sucedidas, razão pela qual ferramentas pensadas para durar entre 60 e 90 dias foram estendidas para perdurar por até 180 dias (chegando ao final de 2020).

Viu-se que essas iniciativas beneficiaram muitos empresários e trabalhadores e preservaram, e muito, o mercado de trabalho brasileiro, que já vinha sofrendo os efeitos nocivos do desemprego há alguns anos.

Dados do Ministério da Economia dão conta de que foram preservados mais de 7 milhões de empregos.

E esse número não deve fugir à realidade. O Brasil em fevereiro de 2020, tinha 12,3 milhões de desempregados (o que representava uma taxa de desemprego de 11,6%). De lá para cá, perdemos (sem reposição) cerca de 1,5 milhões de postos de trabalho, tendo, atualmente, um total de 13,8 milhões de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada no dia 30 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em que pese esse número e que ele represente uma taxa de desemprego de 14,4% (maior índice já registrado), se comparado ao número de perdas de empregos de outros países, podemos dizer que o Brasil não se saiu mal até aqui, conseguindo conter as demissões massivas que se avistavam no início da pandemia.

Como exemplo, a economia americana chegou a registrar, em abril de 2020 (início da pandemia) uma taxa de desemprego de 14,7% (com a diferença que eles estavam em uma situação de quase pleno emprego em fevereiro/2020, o que, como visto, de longe não era o caso do Brasil).

O que se questiona, no entanto, é o que será do mercado de trabalho do Brasil e do mundo em 2021.

As medidas protetivas adotadas pelo Governo brasileiro encerram oficialmente no final de 2020, sem previsão, nem orçamento, para serem estendidas a partir daí, muito embora o ministro da Economia tenha sinalizado com a possibilidade de estendê-las caso a pandemia se agrave.

Neste contexto, algumas condições serão determinantes para definir o futuro. Assim, se: a economia se restabelecer até o final do ano; as vacinas forem distribuídas (e funcionarem como prometido); não houver a “segunda onda” de Covid-19 no Brasil; e a “segunda onda” europeia e americana não for tão grave como aparenta e não afetar drasticamente a economia global, é possível que o mercado de trabalho no Brasil tenha chances de ter uma recuperação acelerada, como já defendido por algumas de nossas autoridades.

Porém, caso alguma dessas condicionantes não se concretize, o impacto no mercado de trabalho e na economia do Brasil tendem a ser alarmantes, já que o Governo não terá caixa para adotar novas medidas de estímulo à economia e à manutenção dos empregos, o que pode gerar uma espiral devastadora (se mantidos ou não os programas governamentais).

Como é impossível saber o que acontecerá, temos que torcer para que a máxima de que “Deus é brasileiro” seja verdadeira, e que o trilhão já gasto esse ano, para tentar manter viva a nossa economia e o mercado de trabalho, tenha sido suficiente e cirurgicamente calculado, para conseguirmos sair da pandemia com boas chances de recuperação. Oremos!

*Arthur Cahen é sócio fundador Cahen & Mingrone Advogados.

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