As seis habilidades emocionais que todo advogado deve desenvolver

Nos últimos tempos, a inteligência emocional está ganhando posição no nosso setor/Fotolia
Nos últimos tempos, a inteligência emocional está ganhando posição no nosso setor/Fotolia
A habilidade de identificar emoções é uma grande aliada dos advogados e que não está sendo aproveitada. É o momento de incorpora-la ao nível individual e da firma.
Fecha de publicación: 10/06/2020
Etiquetas: Gestão LexLatin

Não vou deixar você com a dúvida até o final do artigo. Minha opinião pessoal é apaixonada. É que a inteligência emocional é um grande aliado na atuação de advogados, mas não está sendo aproveitada. Acho que é o momento de fixar e incorporar essa questão, tanto no nível da firma como no nível individual. Por isso, convido você a conhecer melhor esta questão neste artigo.


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Nos últimos tempos, a inteligência emocional está ganhando posição no nosso setor, especialmente nas jurisdições anglo-saxônicas. A American Bar Association (ABA) a incorporou como parte do currículo de seu programa de educação continuada e várias escolas de direito também a incluem em seus programas de graduação e/ou pós-graduação.

 

Há muito tempo, as principais empresas realizam programas de treinamento interno sobre algumas de suas competências, mas ainda é muito difícil encontrar um programa que treine advogados em todas as competências e que os acompanhe ao longo da jornada.

 

Inteligência emocional é um conceito que remonta a 1990 e, apesar de associá-la a Daniel Goleman e seu famoso livro, não podemos esquecer que a base disso foram as obras de Peter Salovey e John Mayer, verdadeiros precursores do conceito.

 

O ponto de partida é que a inteligência humana deve expandir-se, além dos aspectos mais cognitivos e intelectuais, para incorporar o gerenciamento do mundo emocional próprio e o de outras pessoas. E há muitos autores que, durante duas décadas, se aprofundaram na idéia sem chegar a um acordo sobre o conceito ou todas as habilidades que ele inclui, embora possamos dizer que esses autores concordariam que alguém com um bom desenvolvimento de sua inteligência emocional será capaz de identificar, experimentar, dar sentido, comunicar e gestionar adaptativamente suas emoções.

 

Que competências emocionais um advogado poderia desenvolver e que vantagens teria para esse profissional?

 

No modelo que apresento aqui existem seis competências emocionais: autoconsciência, expressão emocional, auto-regulação, empatia, habilidades sociais e auto-motivação. Cada um tem suas peculiaridades e vantagens.

 

AUTO-CONSCIÊNCIA. Envolve reconhecer as emoções que sentimos, dar-lhes um nome e reconhecer a mensagem que elas nos trazem. Para desenvolvê-la, é necessário aprender a parar, tomar consciência de como sou e das razões por trás dessa emoção. E isso não é fácil, porque o mundo atual nos permite escapar rapidamente das emoções mais desagradáveis, ​​através de uma tela móvel.

 

Um advogado que está ciente de suas emoções terá capacidade para receber e aprender com as críticas construtivas de seus colegas e clientes e não reagirá com raiva quando sentir culpa, ou com tristeza e retraimento quando sentir decepção. Não tomar consciência das emoções está na base de muitos dos conflitos de comunicação vividos nos escritórios e que afetam tanto o clima interno.

 

EXPRESSÃO EMOCIONAL. Se reconheço as emoções que sinto, o próximo passo será ser coerente em sua expressão, tanto verbal quanto física. E isso levando em conta que mais de 90% da comunicação é não verbal. Nós transmitimos mensagens através do nosso corpo, gestos, voz. Portanto, gerará mais estranheza quando nosso corpo não acompanhar nossas palavras. Um advogado com essa competência desenvolvida transmitirá mais confiança e credibilidade tanto à sua equipe quanto aos clientes.

 

AUTO-REGULAÇÃO. Esta competência é muito importante, porque haverá momentos em que estaremos cientes do que está acontecendo conosco, mas não é apropriado ou benéfico expressar nossas emoções. Nessas situações, a competência de auto-regulação nos permitirá moderar, controlar e/ou redirecionar emoções. Em um advogado, isso permitirá que você se expresse com calma em situações difíceis, pensar e antecipar sem negar as informações que elas nos fornecem e, é claro, facilitará a celebração dos êxitos, ao conectar com alegria e não apenas com alívio.

 

EMPATIA. Essa é uma das competências mais conhecidas e que geralmente definimos como a capacidade de entender e se colocar no lugar do outro, e ainda assim, não existem tantos advogados com esta capacidade desenvolvida. O discurso interno, a pressa e a antecipação interferem na empatia e impedem a conexão com a equipe e os clientes, levando-os a perder informações valiosas. Os advogados que desenvolveram a empatia se conectam melhor à equipe e aos clientes e compreendem melhor suas necessidades, preocupações e prioridades. Isso lhes permite tomar melhores decisões.

 

HABILIDADES SOCIAIS. Os programas das firmas geralmente começam o treinamento nesta competência, mas ignoram as anteriores e, portanto, não alcançam os resultados desejados. Entre as habilidades sociais necessárias para ser um bom advogado estão comunicação assertiva, resolução de conflitos, negociação e enfrentamento da ansiedade social. Reconhecemos o advogado que trabalhou esta competência porque ele constrói uma equipe e trabalha bem com os outros.

 

AUTO-MOTIVAÇÃO. A última das seis competências é essencial para um advogado. Permite que ele tire proveito de suas emoções para atingir objetivos e desenvolver suas forças para superar situações difíceis e continuar aprendendo. Um advogado com essa capacidade será mais resistente e otimista diante das adversidades.


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E quais vantagens terão as Firmas que possuem advogados com alta inteligência emocional? Você verá que o trabalho em equipe será cada vez melhor, a criatividade e a espontaneidade não estarão ausentes em seus profissionais, os clientes se sentirão mais conectados e a energia deixará de ser desperdiçada em ocultar falhas, fraquezas e conflitos inúteis. A longo prazo, tudo isso resulta em um clima de maior confiança com todos os benefícios que isso implica.

 

Esperamos que, na era pós-Covid, as firmas em seus programas de formação e desenvolvimento profissional incluam programas abrangentes de desenvolvimento de inteligência emocional para todos os membros da empresa.

 

*Marisa Mendez, Sócia Diretora do Psycholawgy, Espanha

 

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