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La apuesta de Garrigues por un modelo de “integración total”
La apuesta de Garrigues por un modelo de “integración total”

A aposta de Garrigues por um modelo de “integração total”

por Ana C. Blanco
publicado em20/06/2017
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Javier Ybáñez

A chegada de firmas espanholas à região latino-americana é tema de conversa fixo em foros e conferências. Do mesmo modo que outras firmas internacionais têm chegado a LATAM para ficar, Garrigues tem estado presente na América Latina “de distintas formas” - segundo Javier Ybáñez - desde faz mais de quarenta anos e parece que vão completar muitos mais. Nestes momentos, a mira está posta na Argentina, um dos mercados legais maiores e no que ainda não se têm estabelecido.

Ybáñez é o sócio responsável de Garrigues na América Latina. Ele mesmo se encarregou da abertura do escritório no Chile e pode falar da firma tanto a nível regional como global, pois tem desenvolvido nela sua longa carreira. Embora Garrigues tem mantido laços com a América Latina desde faz décadas, recentemente tem vindo apostando - de forma “muito meditada” - por vínculos mais sólidos muito ao seu próprio estilo: “cento por cento Garrigues”.  

Como foi a chegada da firma à região? ¿Quais desafios e anedotas pode comentar desde seu primeiro desembarque?

Garrigues tem estado presente na América Latina de distintas formas desde faz mais de quarenta anos. Não obstante, em 2013 decidimos reconsiderar nossa presença na região, dando-lhe uma relevância até então desconhecida. Depois de quase dez anos de permanência numa aliança de firmas latino-americanas que nós fundamos, tomamos a decisão de abandoná-la e começar uma nova etapa que nos vinculasse de forma muito mais estreita e duradoura ao continente.

Foi uma decisão muito meditada, supunha nossa implantação na região mediante o estabelecimento de escritórios próprios, cento por cento Garrigues. Pensamos que esta era a única maneira de fazer chegar nossa cultura e forma de trabalhar a todos nossos escritórios. O fizemos apoiando-nos em equipes locais, que são o núcleo de nossas sedes na região. Assim podemos garantir que todos os escritórios respondem à nossa forma de trabalhar, em todos os sentidos: integridade, ética, qualidade, prazos de resposta, uso adequado da tecnologia, formação, etc. Agora podemos dizer que essa decisão tem demonstrado ser um acerto.

Desde o começo tivemos claro que não queríamos limitar-nos a um só país da América Latina, senão que queríamos ser capazes de oferecer a nossos clientes um modelo de escritórios integrados, para que em seus investimentos na região possam aproveitar-se de ter, se assim o desejarem, um único ponto de contato com o padrão de Garrigues ao que estão acostumados.

Como dissemos faz já mais de três anos, Garrigues vinha a América Latina para ficar, não era uma decisão conjuntural de um momento concreto, senão que se tomou de forma meditada e como parte da estratégia de futuro da firma. Decisão que, por certo, foi respaldada de forma unânime por todos os sócios do escritório jurídico e que hoje em dia segue sendo respaldada de igual maneira.

Falemos do Chile, seu mais recente escritório. Quê tem de interessante o mercado chileno?

O Chile reveste a peculiaridade de que foi o primeiro escritório que abrimos mediante a integração duma firma já estabelecida: Avendaño Merino. Noutros países também temos integrado outras firmas, mas depois de levar já um tempo no país.

O Chile tem um mercado legal muito consolidado e de muita qualidade, por isso quisemos chegar bem preparados, e coincidimos em que a firma Avendaño Merino e seus sócios respondiam aos padrões que buscamos em nossos profissionais. A integração funcionou, eu diria, de maneira perfeita desde o primeiro momento, e cada dia que passa percebemos que ambas as firmas eram, a pesar de não ser comparáveis em tamanho, muito parecidas em sua forma de pensar e atuar, na forma de entender o assessoramento e na consideração que tinham de seus profissionais, pelo que não têm surgido os típicos problemas difíceis de superar que se planteiam em toda integração.

Avendaño Merino era uma firma já consolidada no mercado chileno, com reconhecidas práticas corporativas de M&A, energia ou imobiliário, e uma prática tributaria muito potente, como o é a de Garrigues a nível mundial. Ademais, depois da integração, temos reforçado, com recrutamentos de primeira fila, as práticas de direito financeiro e de litígios, e seguiremos reforçando outras práticas.

O mercado legal chileno, a pesar de que o tamanho do país não é dos maiores, está muito consolidado. Apresenta a vantagem de que muitas companhias chilenas têm buscado desde faz anos sua internacionalização, principalmente dentro da região latino-americana, o que para uma estratégia regional como a nossa é fundamental. Também as empresas chilenas começam a olhar para a Europa e aí nossa capacidade de ajudar-lhes é enorme.

Conte-nos sobre os distintos desafios que tem encontrado nas distintas jurisdições ao abrir seus escritórios próprios

O principal desafio é sempre o mesmo: ser capazes de que todos nossos profissionais se sintam identificados com a cultura de Garrigues e com a forma de trabalhar na firma. Sempre deve prevalecer o cliente e, por tanto, estamos permanentemente pensando nacionalizar-nos para prestar o melhor serviço.

Em cada jurisdição temos abordado este desafio da forma que temos considerado mais apropriada, avaliando em cada caso qual era a melhor opção. Em algumas jurisdições começamos desde zero, abrindo um escritório com dois ou três advogados e a partir dali temos ido construindo. Noutros casos, incorporamos equipes já formadas e consolidadas. Noutras ocasiões, depois de ter o escritório já operativo, temos integrado firmas-boutique especializadas em alguma área específica. O trabalho de integração pode ser mais difícil quando se incorporarem equipes ou firmas, mas elegendo bem às pessoas, você tem muitas possibilidades de que a integração seja um sucesso. 

Qual seria o próximo passo de Garrigues na região e qual seria, ademais, a lista de objetivos?

Estamos já no Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Temos declarado publicamente que temos muito interesse na Argentina (é o único país dos de maior tamanho no que não estamos), mas têm que dar-se as condições necessárias. Como sempre dizemos, quando vamos a um país é com intenção de ficarmos. Não gostamos de dar marcha atrás. Ademais, seguimos analisando oportunidades nos países em que já estamos presentes, onde queremos seguir desenvolvendo nossa prática, e continuamos estudando novos países.

Quê opina da integração de firmas internacionais (especialmente espanholas) ao mercado legal latino-americano? Há espaço para todos?

Parece-nos que tem muito sentido que as firmas internacionais pensem no mercado latino-americano. Nós o temos feito e por tanto não podemos pensar algo distinto. Achamos que o espaço o determinam os clientes, que são os grandes beneficiários de que exista maior oferta no mercado. Se, ademais, essa oferta é de qualidade e ajustada aos padrões internacionais, como o é a dos mais representativos escritórios jurídicos da região, mais proveito vão obter os clientes. 

Os próprios advogados também se beneficiam da chegada de firmas internacionais ao encontrar outros espaços onde desenvolver-se. Os escritórios jurídicos internacionais devemos necessariamente empregar advogados locais para estarmos presentes na América Latina e quanto melhores forem estes, mais sucesso teremos. O que está claro é que o modelo que seguem as distintas firmas que chegam ao mercado latino-americano não é o mesmo. Em Garrigues temos optado pelo modelo da integração total. Em cada país somos uma firma local porque temos advogados locais e uma forte atividade local, mas plenamente integrada numa organização internacional, com uma grande presença regional latino-americana. Nossos escritórios latino-americanos funcionam exatamente igual que qualquer outro escritório de Garrigues. 

Os sócios de LATAM são sócios da empresa matriz e todos lutamos pelo mesmo objetivo: que nossos clientes, estejam onde estiverem, recebam o assessoramento de maior qualidade, e que nossos profissionais tenham o melhor desenvolvimento profissional e pessoal possível. Outros escritórios jurídicos elegem modelos diferentes, alianças mais ou menos fortes, modelos similares a franquias ou tomadas de participação em firmas locais. Cremos que nosso modelo exige um maior compromisso. 

De acordo com recentes declarações, o resultado financeiro de seus escritórios na região tem sido muito satisfatório. Qual tem sido a chave desse sucesso?

Efetivamente, o crescimento em faturação da práxis latino-americana tem sido muito bom no último ano. É o resultado de dois fatores: a aposta que a firma em seu conjunto tem feito por esta região e a boa resposta dos clientes que têm aceito nosso modelo.

Todos os sócios em Garrigues cremos que a América Latina tem um sentido estratégico fundamental para o futuro da firma em seu conjunto e todos fazemos o possível para que esse objetivo seja conseguido. É uma tarefa que não corresponde unicamente aos sócios e advogados da região, senão ao conjunto da firma, e essa acho que é a chave do sucesso: crermos no que estamos fazendo.

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