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Telefónica pone en marcha su plan b para sostener sus filiales latinas / Pixabay
Telefónica pone en marcha su plan b para sostener sus filiales latinas / Pixabay

Telefónica põe em marcha o ‘plano b’ para deixar a América Latina

Companhia sofreu um duro golpe em 2019: começou com a venda de suas filiais na América Central e concluiu com o pagamento de uma dívida tributária milionária no Peru
por Ana Karen de la Torre
publicado em10/12/2019
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No fim do mês passado, a Telefónica coloca à venda suas operações na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela, países nos quais possio ativos, mas não compradores ou acordos formais. Como "plano b", de acordo com José María Álvarez-Pallete, presidente da companhia, estas filiais farão parte de um spin-off operacional para sua gestão como unidade autônoma.

"Colocamos em marcha a revisão de nosso portfólio de ativos na América hispânica com o duplo objetivo de modular nossa exposição na região, enquanto se criam as condicionais para maximizar seu valor, tanto em crescimento, como consolidação e possíveis operações corporativas", detalhou Álvarez-Pallete em um comunicado.

De acordo com o presidente da Telefónica, até alguns anos atrás, estás operações eram um motor de crescimento para a empresa, mas as regulações, a pressão competitiva e a escala volátil e insuficiente das moedas da região tornaram necessário se desprender destas unidades. Faz alguns anos, seus ganhos não têm sido suficientes comparados com sua dívida milionária, que até setembro passado alcançava o valor global de mais de 40 bilhões de dólares.

Segundo seus próprios informes, a média de receita por usuário na América Latina nos últimos quatro anos correspondia a 4,10 dólares. Em 2011, somente no Peru esta receita era de 6,6 dólares.

O ‘plano b’, a reestruturação da Telefónica, implica o agrupamento de filiais para serem dirigidas por uma mesma equipe de trabalhadores, de modo que se produza um modelo sustentável de longo prazo.  

Desmoronamento paulatino

No início deste ano, a América Móvil, cujo sócio majoritário é o magnata mexicano Carlos Slim Helú, adquiriu as ações da  Telefónica Guatemala e El Salvador, por um valor de 648 milhões de dólares. Pouco depois, vendeu a  Millicom International Cellular e suas filiais na Nicaragua, Panamá e Costa Rica, pela soma de 1,65 bilhão de dólares.  

Isso também significou um golpe para a economia do Peru: no fim de novembro, a Superintendencia Nacional de Aduanas y de Administración Tributaria (Sunat), após mais de 10 anos de litígio tributário, cobrou da Telefónica cerca de 75 milhões de dólares. A cifra é resultado da soma de multas acumuladas impostas pela autoridade da Fazenda peruana ao fiscalizar a empresa. A Telefónica declarou prejuízo em 1999, 2000, 2003 e 2004 e não pagou imposto de renda (ISR). Depois de fiscalizar a empresa, a autoridade comprovou que havia diferenças entre o declarado e as contas da companhia, então exigiu o pagamento de impostos acumulados e, além disso, sancionou a empresa por ter dado informação que não correspondia.

Imediatamente depois dessa cobrança, a empresa espanhola anunciou suas intenções de deixar a América Latina. Poucos dias antes disso, apresentou a boa notícia de ter firmado um acordo com a AT&T no México para deixar de investir no espectro e assim reduzir seus gastos. O único país latino em que seguirá operando será o Brasil, que fornece uma média de receita por usuário de  7,77 dólares. Alemanha, Espanha e Reino Unido seguem como seus principais mercados.

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