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Es lejana aún la fecha de implementación de la tecnología 5G
Es lejana aún la fecha de implementación de la tecnología 5G

Os desafios do 5G na América Latina

Ainda é preciso superar os desafios legais e de infraestrutura. O Uruguai já tem. México, Brasil e Chile prometem leilões de suas redes este ano
por Ana Karen de la Torre
publicado em03/01/2020
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5G

Já faz tempo que a América Latina anunciou com entusiasmo que 2020 seria o ano em que varios países adotariam a rede de telefonia móvel de quinta geração, o 5G. Mas o anúncio parece uma promessa que será cumprida com bastante atraso. Segundo informações do Banco Central da América Latina (CAF) quatro em cada dez famílias latinas tinham em junho de 2019 uma conexão de banda larga fixa. Já o acesso individual à Internet móvel não excedia 50% do total da população. Além disso, apenas 55% dos latino-americanos tiveram acesso a serviços derivados da conectividade digital (telemedicina, governo on-line ou banco eletrônico, por exemplo).

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) destaca que o progresso tecnológico da região continua ligado principalmente à demanda. Um exemplo é a análise feita no mercado local pela Agência Supervisora ​​de Investimentos Privados em Telecomunicações do Peru, que detectou que as operadoras de telefonia móvel competem nos preços, mas não na melhoria dos serviços. Uma constatação que pode ser estendida a nível regional salvo raras exceções.

Desde 2016, Brasil, México, Chile, Colômbia e Argentina testaram a tecnologia 5G. Desde abril do ano passado o Uruguai a implementou o 5G em duas cidades. A Cepal recomendou aos países da região, em vários relatórios, que apóie o fortalecimento de políticas que permitam o uso de tecnologias avançadas, uma vez que seu uso melhoraria as condições sociais nos países latino-americanos.

Segundo especialistas, a principal necessidade que os países latinos devem atender na migração 5G é investir em infraestrutura e aumentar a disponibilidade do espectro de rádio. Até agora, o compromisso regulatório era permitir que as operadoras firmassem acordos para distribuir, colocar e usar sua infraestrutura de maneira compartilhada, para diminuir os custos.

Além disso, especialistas como a organização GSMA, uma associação de operadoras de telefonia móvel e empresas digitais, detalham que, sem as garantias para proteger o investimento das empresas, eles não buscarão levar seus produtos para a região.

Embora a legislação geralmente dê um passo atrás em relação à tecnologia, os países devem se preparar com estruturas mínimas de direitos para os usuários e disposições sobre ​​transações eletrônicas e uso de serviços; comércio transfronteiriço; meio ambiente e lixo eletrônico e regulamentação das tarifas de interconexão e concorrência, principalmente porque há concentração de empresas na região.

Normas processuais em matéria penal também são necessárias para denunciar crimes, além de tipificar conduta e uma reforma para substituir as regras promulgadas para setores específicos de tecnologia ou serviços. Novas regras tributárias, segurança e proteção nacional e privacidade e transferência de dados pessoais também serão necessárias.

Panorama

O México prometeu oferecer faixas de 3,4 GHz e 600 MHz no final do ano, faixas consideradas como pilares para o 5G. O país terá que reordenar seu espectro considerando um blecaute digital, porque ainda importa e fornece serviços para dispositivos com tecnologia 2G.

A Telcel e a AT&T anunciaram que estão se empenhando para lançar o 5G no mercado ainda em 2020. Mas o ritmo das adesões pode ser lento. A previsão é de que em 2025 pelo menos 14% dos usuários mexicanos terão acesso à nova tecnologia.

No Peru, ainda em setembro do ano passado, a Telefónica manteve sua promessa de implementar até 2021 o serviço. Mesmo com a sua intenção de deixar o país, as autoridades peruanas continuam otimistas e garantem que a banda 5G estará disponível no final do ano. O Peru trabalha em uma nova lei de telecomunicações.

Chile e Brasil, em meados do ano passado, anunciaram os leilões de suas redes para 2020. Colômbia e Argentina ainda não definiram as datas dos leilões de espectro.

A GSMA esperava que até 2020 houvesse pelo menos 300 mil conexões móveis de quinta geração e até 2025 a cobertura de 41% na América Latina. O problema é que, pelo menos no Peru, ainda em 2019, segundo dados da Sociedade de Comércio Exterior (Comex), mais de 60% das conexões móveis eram de redes 3G. E a rede 4G ainda está em processo de extensão.

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