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A votação que tradicionalmente acontece em outubro foi adiada em 42 dias por causa da emergência sanitária /José Cruz/Agencia Brasil
A votação que tradicionalmente acontece em outubro foi adiada em 42 dias por causa da emergência sanitária /José Cruz/Agencia Brasil

Pandemia e ataque hacker: o que esperar das eleições municipais do próximo domingo

TSE elabora plano de segurança sanitária por causa da Covid-19 e gabinete de crise após sequestro de dados do STJ.
por Luciano Teixeira
publicado em12/11/2020

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As eleições municipais acontecem neste domingo em todo o país em 5.568 cidades em meio a um cenário novo na política brasileira e mundial. A pandemia da Covid-19 trouxe um elemento inesperado e a necessidade do eleitor de buscar cuidados sanitários e evitar aglomerações durante a votação.

Num raio-x da votação, o país tem 540 mil candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. Desse total, 24 mil disputam a reeleição, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No domingo, estão aptos a votar 147.918.483, com quase 80% tendo registrado cadastro biométrico na Justiça Eleitoral. Mas esse sistema não vai valer nessas eleições por causa da pandemia da Covid-19.

Além de Macapá, que teve as eleições adiadas no estado do Amapá, não haverá eleição no Distrito Federal e em Fernando de Noronha, locais que não têm prefeituras ou câmaras municipais. Um dado importante que pode definir a eleição de muitos dos candidatos é o não comparecimento às urnas: nas últimas eleições - quando foram escolhidos presidente, deputados e senadores - quase 30 milhões de eleitores faltaram, uma abstenção de 20,32%.

A votação, que tradicionalmente acontece em outubro, foi adiada em 42 dias por causa da emergência sanitária, numa decisão do Congresso Nacional em julho.

A propaganda eleitoral no rádio e na TV terminou nesta quinta (12). Esta sexta-feira (13) é o último dia para a divulgação paga de propaganda na imprensa escrita e na internet. Amanhã, no sábado (14), termina a propaganda por meio de alto-falantes, caminhada, carreata ou passeata.

O horário de votação do domingo (15) vai de 7h às 17h, com preferência para idosos de 7h às 10h. Esse é o primeiro turno das eleições e poderá haver um segundo turno, marcado para 29 de novembro, nas cidades com mais de 200 mil habitantes, caso os prefeitos não consigam 50% + 1 dos votos. Todos os vereadores eleitos serão definidos nesse primeiro turno.

Pensando na pandemia e na possibilidade de aglomerações, o TSE elaborou um plano de segurança sanitária para evitar a disseminação da Covid-19. As regras foram definidas por médicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein.

Quem estiver com febre ou com diagnóstico confirmado da doença nos 14 dias antes da votação precisa ficar em casa. Durante a votação, nas zonas eleitorais, o critério é manter distância mínima de um metro de outros eleitores, além de evitar cumprimentos, abraços e apertos de mão. A máscara é obrigatória e é aconselhável levar caneta para a seção eleitoral. Os locais de votação terão álcool em gel, que deve ser usado antes e depois do voto na urna eletrônica.

Ataque hacker

Outra questão a ser considerada e temida pelas autoridades é a possibilidade de ataques virtuais aos sistemas de votação e sites dos tribunais.

Por causa de um ataque hacker, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte responsável pela interpretação final da legislação federal brasileira, ficou uma semana sem julgamentos. Os sistemas eletrônicos do tribunal sofreram um ataque inédito a órgãos públicos brasileiros e todo o acervo do tribunal, incluindo vários acórdãos, jurisprudências e volumes digitais de milhões de processos estão criptografados por um sequestrador.

O caso acendeu o alerta em escritórios de advocacia que tratam do tema. O ataque de ransomware (onde o hacker bloqueia o acesso aos dados e exige um resgate – do inglês "ransom"– para obter novamente o acesso) contra a Corte mostra a necessidade de um plano de respostas a incidentes – e que o Tribunal pode ter falhado na sua reação. 

Diante desse ataque, o TSE criou um gabinete de crise na última semana. O objetivo é prevenir e estar preparado para ações semelhantes no dia da votação. Os integrantes desse gabinete têm duas reuniões diárias, uma delas com os secretários regionais, com orientações implementadas de acordo com as ações que estão sendo tomadas dentro do TSE.

 

Além disso, estão sendo feitos back-ups de hora em hora, diariamente, com vários requisitos de segurança e acesso. Senhas de todos os servidores e colaborares tiveram de ser alteradas e credenciais de acesso antigas foram eliminadas para garantir um ambiente seguro.

 

“Estamos tomando todas as ações preventivas no sentido de garantir que todas as fases tenham a total proteção sem qualquer possibilidade de invasão”, disse o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, ao informar que tem equipes trabalhando 24 horas por dia no monitoramento.

 

Apesar dos cuidados com a segurança, na quinta-feira (12) o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ficou fora do ar boa parte do dia.

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